Pedida rapidez na investigação sobre assassínio de jornalista na Venezuela
O Colégio Nacional de Jornalistas (CNP) pediu celeridade às autoridades nas investigações sobre o assassínio da jornalista Yolimar Hidalgo em Cágua, Arágua, que elevou para dois o número de profissionais assassinados este mês na Venezuela.
"Solicitamos que se acelerem as investigações que conduzam ao esclarecimento da morte da jornalista, para dar as respostas a que houver lugar", lê-se num comunicado divulgado quarta-feira na rede social X.
Segundo a imprensa local, Yolimar Hidalgo, 30 anos, morreu no domingo após ser atingida por um tiro na cabeça em uma residência do bairro Huete, localizado em Cágua, município de Sucre, no estado de Arágua.
Este é o segundo caso de assassínio de um jornalista registado este mês na Venezuela.
Em 03 de março o Sindicato de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP) denunciou o assassínio de um jornalista no estado de Mérida, exigindo uma investigação exaustiva e transparente às circunstâncias do crime que leve à captura dos responsáveis.
"O jornalista Walter Jaimes, renomado comunicador do município de Tovar, no estado de Mérida [720 quilómetros a sudoeste de Caracas], foi assassinado" denunciou o SNTP na rede social X, precisando que o jornalista estava desaparecido desde 28 de fevereiro.
Na mesma rede social, o sindicato explicou que o corpo do jornalista foi localizado, em 01 de março, em Puente Viejo, Mérida, "sem documentos e com o rosto desfigurado e queimado, o que impediu a sua identificação imediata".
As autoridades confirmaram oficialmente que se tratava do jornalista.
Walter Jaimes, de 49 anos, tinha saído para se encontrar com uma fonte quando desapareceu, desconhecendo-se os motivos que poderão estar na origem do assassínio.
Em 29 de junho de 2025, Walter Jaimes denunciou publicamente ter sido intimidado por funcionários da Polícia Municipal de Tovar que o teriam tentado deter de maneira irregular.
O jornalista foi intercetado na via pública por uma comissão policial que tentou levá-lo à força para a uma esquadra policial sem explicar o motivo nem apresentar uma ordem judicial.
O acontecimento foi gravado no telefone pelo próprio jornalista que transmitiu ao vivo através das redes sociais.
O SNTP condenou o ocorrido, descrevendo-o como uma forma de perseguição à liberdade de expressão, num contexto de intimidação a um jornalista que tinha publicado informações objetivas e sensíveis sobres questões de segurança, corrupção e crimes naquela localidade.